Jeronymo Monteiro

O escritor Jeronymo Barbosa Monteiro (1908-1970) é um marco fundamental da literatura infantil e juvenil do Brasil. Foi um dos precursores do rádio-teatro, criador do primeiro detetive brasileiro e da primeira série policial. Mas, acima de tudo, é sempre lembrado como "Pai da Ficção Científica Brasileira".

FUTEBOLINO: A ALEGRIA DA CRIANÇADA

FUTEBOLINO_album de figurinhas Balas Futebol_1953
O rádio foi um dos meios de comunicação que Jeronymo Monteiro dominava muito bem. Produziu programas de auditório, musicais e de humor. Foi Diretor de Programação da Rádio Excelsior de São Paulo, produtor de programas da Rádio Nacional Paulista, da Rádio Cosmos e da Panamericana e programador das rádios Excelsior, Cosmos e Panamericana.

Na Rádio Tupi, estreou como animador e rodutor em 1938, no programa de perguntas e respostas Caixinha Mágica, onde o “Dr. Sabe-tudo” respondia às perguntas da com auxílio dos ouvintes presentes no auditório. Como radialista, foi também um dos precursores do rádio teatro com O Homem de Aço (1942), sobre as aventuras de um robô; e o programa de humor Detetive Fia Pino e seu Ajudante Piúva, que se transformou em tiras de jornal, na Rádio Cruzeiro do Sul.

Em 1950, escreveu o programa Através do Folclore, para a Rádio Excelsior transmitido com a participação dos artistas do seu rádio teatro e Retrato do Brasil, programa focalizando coisas e costumes de nossa terra. Também na Excelsior produziu Música e Romance; e escreveu Cenas Brasileiras, em 1952. Ainda na Excelsior produziu, em 1953, o programa Curiosidades Científicas.

E na Rádio Nacional, produziu e dirigiu os programas diários Isto Acontece e Bom Apetite, além dos musicais Traço-de-União e Cancioneiro do Brasil, com Inezita Barroso e Mariano Gouveia.

Concebeu o programa de rádio Futebolino (1942), para crianças e jovens do personagem criado para as Balas Futebol que substituía qualquer figurinha que faltava para preencher a página ou mesmo o álbum.

As Balas Futebol eram famosas por suas figurinhas dos craques de futebol, que serviam de invólucro para balas brancas e mastigáveis que faziam enorme sucesso.

Futebolino era o mascote do álbum de figurinhas, representado por um menino vestindo um uniforme de jogador. A partir de 1942 passou a estampar todas as capas dos álbuns.

Vários prêmios eram distribuídos quando o álbum de figurinhas estava completo sendo trocado por diversos prêmios, como uma bola, junto de uma caixa de chocolate ou uma bicicleta.

Os álbuns tinham ilustrações elaboradas pelos artistas Nono Borges (1944-1949) e Miécio Caffé (1950-1960).

Para o Dr. Jacob Pinheiro Goldberg: “O colecionismo de figuras humanas, como as de jogadores de futebol, tem muito a ver com a necessidade de projeção das inúmeras personalidades que carregamos dentro de nós. Cada um de nós é uma porção de figurinhas – ou, para usar o conceito de Fernando Pessoa, somos uma série de heterônimos. A alegria de encontrar uma figurinha rara é a alegria de encontrar uma parte de si mesmo. Estamos todos em busca dessa coleção para integralizar nossos pedaços, nosso fragmentos”.

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Informação

Publicado em 2 de julho de 2015 por em Rádio.
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